viernes, 3 de octubre de 2008

Anamaria y la "commoditización"

Lo rescato de PicturaPixel, blog hermano:

# Anamaria on 24 Sep 2008 at 4:59 pm
Claudinho, fui lá. Fiquei chocada com o caso da Hermana Brother. Se contei bem, são 45 capas, é isso mesmo???
Agora me explica, com o perdão do péssimo espanhol: o que eles chamam de “la más atroz commoditización de los diarios” é o famoso “pool” aqui de Brasília elevado à enésima potência?

# Toni Piqué on 24 Sep 2008 at 5:26 pm
Anamaria, com prazer: “commoditización de los diarios” seria aquele fenómeno pelo qual os jornais todos viram carne de vaca. É tudo aquela mesmice tratada do mesmo modo e escrita, fotografada e editada do mesmo jeito vagabundo.
Há tempos que não passo por Brasília (mentira: dois vezes este ano mas sem tempo de naaaaaaada) e então não saberia dizer nada do seu “pool” –a minha suspeita, porém, é que vc tem toda a razão e deve ser por aí.

# Anamaria on 25 Sep 2008 at 10:13 am
Toni Piqué, então estamos falando da mesma coisa, com um agravante: no famoso “pool” aqui de Brasília, alguns repórteres de veículos diferentes, e concorrentes, chegam a trocar declarações de fontes e combinar o lead das matérias para ficar tudo igualzinho e ninguém levar furo. Linha de montagem mesmo. Um nojo!

# Toni Piqué on 26 Sep 2008 at 10:08 am
Anamaria, vou mesmo a postar essa història no PaperPapers.
Shame on us all!
Me lembra uma outra que me foi contada pelo Noblat ou por Armando Mendes há uns tempos (dez, onze anos). No velho Correio, uma ou duas kombis distribuiam repórteres pelos ministérios com rota e horário estabelecidos para ir e… ¡para voltar! A kombi parava no Ministério da Fazenda e um, dois ou três repórteres pulavam… Depois parava no seguinte ministério… Uma horas depois, a kombi pegava os repórteres de volta para o jornal cada um com seus releases e declarativos para encher o C[orreio] B[raziliense].
Se non è vero è ben trovato.

# Anamaria on 27 Sep 2008 at 5:21 pm
Toni Piqué, a história contada pelo Noblat tem tudo para ser verdade. Cheguei ao Correio na mesma época que ele e ainda senti o cheiro de repartição pública impregnado em alguns setores da redação -com honrosas exceções, como em todas as redações, graças a Deus! O pior é que esse cheiro ainda paira sobre algumas cabeças em postos-chave na imprensa brasileira, algumas até cheias de sofisticados argumentos em defesa do seu “legítimo jornalismo”. E como as faculdades despejam meninos mimados nas redações, sei não, a coisa vai ficando difícil…
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